domingo, 15 de maio de 2011

“Coaching”

Quem convive no ambiente corporativo já deve ter feito algum curso ou ouvido falar de uma forma de gestão de pessoas chamada “Gestão Coaching”. Quando falamos em gestão de pessoas nos referimos a uma forma como um profissional lidera uma equipe dentro de uma empresa ou em um expediente público. A palavra Coaching não tem ainda tradução para Português, ela é uma palavra inglesa derivada de Coach (técnico), como os de futebol. O coach para as empresas é o gestor que promove a chamada “Liderança Motivacional”, onde sua figura tem a responsabilidade de fazer com que pessoas se desenvolvam por si só, de acordo com suas características, habilidades ou dificuldades, sempre em busca dos resultados perseguidos pela empresa.
Pois bem, durante um bom tempo acompanhei diversos treinamentos sobre esse tipo de gestão, ministrado por diversos tipos de especialistas, e o que me chamava atenção eram os relatos dos participantes dizendo que na teoria esse modelo de liderança era muito bom, mas que boa parte deles convivia com gestores que já haviam feito cursos parecidos, mas que no dia a dia, eram extremamente parciais perante os funcionários, centralizadores e autoritários.  
O Coaching, me parece, foi criado pelas empresas para quebrar a autoridade dos antigos “Chefes”, “Patrões”, que muitas vezes conseguiam o resultado, mas deixavam sua equipe esfacelada, desmotivada, geravam medo em seus funcionários e, por isso, começaram a dar prejuízo ao longo do tempo. O problema é que a lógica do mercado de hoje não permite que esse modelo de gestão se realize.  É muito difícil para um gerente respeitar as diferentes características de cada membro da equipe tendo a corda no pescoço todos os dias. Nessa lógica, quanto mais o ambiente for homogêneo mais confortável será a vida desse líder. 
Ao participar desses debates comecei a analisar os meus líderes e percebi que nenhum deles conseguia se aproximar do modelo de Coaching. Não por que eram maus gestores ou por que uns eram mais eficientes no trabalho do que outros, mas por que todos eles tinham algo em comum, sofriam uma enorme pressão por parte da empresa para atingir suas metas. Dessa forma, a meu ver, quando a busca por resultados é o lema, o que não é exceção no mercado de hoje, cada um se segura como pode. Quem é bom aos olhos do gerente, age como ele, do modo dele e não questiona os seus métodos, será um profissional com perfil para atuar naquele setor, ainda mais se o gerente conseguir atingir suas metas, aí sim o grupo estará fechado. 
Ainda há de vir, num futuro, espero que não muito distante, líderes de equipe que consigam ser leais às diferenças e capazes de desenvolver o potencial da maioria de seus funcionários, sem privilegiar um ou outro por simples afinidade. Enquanto isso ao invés de “Coachings” conviveremos com os “Chefenigs”, com o perdão pelo trocadilho. Pense nisso! Até a próxima semana.

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