quinta-feira, 5 de maio de 2011

“As Mães e o Trabalho”

Maio é o mês em que comemoramos o dia do Trabalho e das Mães, e para não cair no discurso comum que boa parte da mídia ecoa nessa época, resolvi falar dessas datas de uma forma diferente: fazendo uma análise de um filme que assisti há dois meses atrás, chamado “Simplesmente Complicado” (Esse foi o nome anunciado na TV), com os atores Alec Baldwin e Meryl Streep. 
Assim como seu título, o filme não é lá “aquelas coisas”, porém em determinado momento, sugere, mesmo que de forma não aprofundada, temas que mostram situações vividas por muitas mulheres hoje, nesse caso, mães, sua relação com o trabalho, marido e filhos. Desculpem-me, mas copiei a sinopse do filme para contextualizar minha explicação: Jane e Jake (interpretados pelos atores citados anteriormente) já estão divorciados há dez anos. Um encontro casual durante a formatura do filho do casal os reaproxima, dando início a um novo relacionamento entre os dois. O problema é que Jake está casado com outra mulher e Jane está se interessando por seu arquiteto.  
Até ai o enredo não inspira muita coisa. O que chama a atenção no filme é a comparação entre dois modelos diferentes do que é ser “mãe”. De um lado Jane, uma sessentona, mãe de três filhos já adultos e dona de uma linda confeitaria. Essa personagem seria considerada o “modelo” de mãe, daquelas a moda antiga, que gostam de cozinhar, cuidam muito bem de casa e tem os filhos em baixo das asas. Do outro lado, a atual esposa de Jake, uma moça jovem, bonita, inteligente, estudada, com emprego e vida financeira independente, mas que carrega as mazelas de um comportamento comum a muitas mulheres hoje: é consumista, vive viajando, não gosta de cozinhar e mima mais do que cuida do filho. Dessa forma, Jake se vê obrigado a ter que escolher entre ficar com a sua esposa ou sua ex, Jane, atual amante. O resultado dessa escolha eu deixo para quem for assistir ao filme.
Pois bem, não sou eu quem vai dizer qual desses dois modelos de mães seria o ideal, apesar de o filme dar a entender, como uma forma de resgate de valores perdidos, de que o de Jane seria o melhor. O certo é que em muitos casos o papel de mãe por si só tem perdido o seu significado. Muitas mulheres têm aceitado o fato de que além de serem mães (O que é uma tarefa extremamente difícil e digna de imenso valor) ainda precisam ser boas profissionais e ótimas donas de casa, tudo ao mesmo tempo. Parece-me que o importante nesse momento é as mulheres analisarem os rumos pelos quais esse padrão de vida pode levá-las. E perceber que a natureza feminina, nesse caso, tem entrado em constante conflito com os anseios da cultura moderna. O sexo feminino, pela possibilidade de ser gestante da vida, clama pelo sentimento de afeto humano, pelo carinho e não pode se perder pelas adversidades de uma sociedade que prega a competição e o individualismo. Pense nisso! Bom trabalho e feliz dia das mães. Até a próxima semana.

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