Como praticamente ninguém trabalhou de verdade em nosso país nesta semana, não vou falar de trabalho dessa vez, falarei dos textos e discursos que tive a oportunidade de ler nessa movimentada semana de Carnaval e de dia Internacional das Mulheres. Como Jornalista, busquei ler textos opinativos sobre os temas citados, pois de verdade, a sensação que tenho, é que entra ano e sai ano e os fatos são quase sempre os mesmos.
Li textos em jornais que enalteciam a festa do Carnaval, falando de suas origens na Europa e de seu espírito de liberdade ou de libertinagem! Li também outros discursos que maldiziam a festa, na maioria utilizando os problemas sociais do país como argumento para ela não se realizar. Sobre o dia das Mulheres, muitas homenagens as Presidentes mulheres no Mundo, por sinal temos uma em nosso país no momento, e li também sobre aquela velha história do incêndio na fábrica em Nova York, que teria matado muitas trabalhadoras e se tornou símbolo desse dia 8 de março.
Sobre o Carnaval, o que mais me chamou a atenção foi o discurso feito pela jornalista Rachel Sheherazade, do Tambaú Notícias, TV Paraibana afiliada do SBT, onde ela dispara com veemência contra as festividades de Carnaval. Ela diz: “Hoje é quarta feira de fogo, mas gostaria que fosse de cinzas. E não é que eu não goste do carnaval”! Pensei comigo, imagina se gostasse. A jornalista continua: “Vou mostrar para vocês o outro lado do Carnaval” e afirma: “O Carnaval é uma festa genuinamente brasileira!” E logo em seguida desmente: “Mentira, o carnaval surgiu na Europa durante a era Vitoriana”. Pensei, nossa que descoberta a dela. Dessa forma, ela foi tecendo o seu discurso indignado sobre o carnaval Paraibano. Disse que o carnaval não é uma festa popular, pois virou fonte de lucro para os ricos, que, quem ganha realmente com o carnaval são as grandes Cervejarias e por aí em diante.
Terminando a “verborragia” da Jornalista, em que concordei em muitos aspectos, percebi que ela realmente tinha conhecimento de causa, porém, eu ainda um pouco atordoado pensei: esses mesmos argumentos podem ser utilizados para a não realização, por exemplo, de jogos de futebol, shows de música popular etc. Nossa! Pensei:”como o pensamento racional pode atrapalhar festas tão divertidas, sonhadoras”.E comentei comigo mesmo: “A razão não deixa o povo voar”!
Sobre o Dia Internacional das Mulheres, li um texto um tempo atrás, na Folha de São Paulo, do jornalista Fernando de Barros e Silva, que falava sobre as diferenças entre a forma de trabalho do ex-presidente Lula e a forma de trabalho da atual presidente Dilma. Sintetizando esse discurso, era mais ou menos assim: “O Lula governou com metáforas futebolísticas e a forte Intuição de um Metalúrgico e Dilma vai governar o país com a frieza e a racionalidade das planilhas econômicas e financeiras elaboradas no Excel”. Achei fantástico esse estereótipo, tudo a ver com o dia da mulher: o homem falastrão e político e a mulher compenetrada e de poucos amigos. Vamos ver no que vai dar!
Além disso, no dia 8, também na FSP, uma jornalista e pesquisadora, Adriana Jacob Carneiro, acabou com tudo o que eu conhecia sobre o Dia das Mulheres. Disse, em seu artigo, que o incêndio na fábrica em Nova York, que matou centenas de trabalhadoras na época, não foi no dia 8 de março e sim no dia 25 do mesmo mês e que não foi causado propositadamente, em represália as mulheres que haviam realizado um protesto por melhores condições de trabalho.Foi ocasionado sem querer por um funcionário que acendeu um cigarro perto da pilha de roupas, já que se tratava de uma indústria têxtil. Não bastava isso, ela disse que o Dia das Mulheres não surgiu nessa data, que ele já existia e foi escolhido um ano antes, em 1910, durante o 2° Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague. É isso aí, lendo e aprendendo! Até a próxima semana.
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