quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Conflito de Gerações

Geração Z, Y, X, e Baby Boomers, você já ouviu falar desses nomes? Sabe que muitas empresas estabelecem algumas políticas de administração de recursos humanos analisando e definindo o perfil de seus profissionais de acordo com sua idade? Para os que não conhecem essas definições de gerações citadas acima, prometo que as trarei até o fim desse texto, porém o meu objetivo aqui é escrever algo que não tenho lido e nem ouvido falar em nenhum lugar, que é como o trabalhador deve se posicionar perante essa forma de análise e de postura das empresas.

Nos cursos em que participei trabalhando com Treinamento em Empresas presenciei uma série de gestores de RH replicando esse discurso do conflito de gerações, explicando aos funcionários quais as características comportamentais que definiam uma ou outra geração. Pois bem, ao ouvi-los automaticamente comparava o meu comportamento com os itens classificatórios de minha geração, que é a Y, pessoas que nascem entre 1977 e 1993, e percebia que não me encaixava em quase nenhum deles. Em certos momentos, analisando aquelas classificações me vi até sendo mais Baby Boomer, do que Y, só com um problema, fora da classificação etária.

O problema desse modelo de administração de empresas é que ele está baseado em estereótipos. Isso me remete ao Idealismo Radical (Corrente Filosófica Moderna), ou seja, as pessoas são reduzidas à representações (conceitos) que não fazem parte delas e não foram criadas por elas. Por mais que essas definições sejam realizadas com base em pesquisas populacionais, históricas ou geográficas, elas não conseguem definir por completo o comportamento de um ser em um ambiente de trabalho ou social. O filósofo Emmanuel Kant em sua obra Crítica da Razão Pura, dizia: “Mesmo se o conceito (Ideia) fosse descrito tão exaustiva e perfeitamente ele ainda não nos permitiria aprender concretamente a existência do real”. 

Quando se coloca em discussão esse tipo de classificação comportamental, as pessoas ficam tentando se encaixar ou não em determinados padrões. Começam os chavões, “Baby Boomers não sabem manusear equipamentos de informática e tecnologia”, “os da geração Y não respeitam hierarquias, são a geração do vídeo-game e gostam de tudo pronto”. Essas colocações, mesmo que não generalizadas, ainda se configuram em imposições estritamente conceituais.

Você leitor que tem 50 anos e se amarra em Celular, Internet, tem vários amigos no Orkut e no Facebook, ou você que tem 22 e não se liga em nada disso, não precisa tentar se encaixar em modelos fabricados para padronizar o comportamento humano. Se existem fórmulas para se gerenciar conflitos entre gerações, são o respeito ao próximo, o compromisso e a responsabilidade com os nossos ideais e valores éticos.
Como combinado, seguem os conceitos de gerações mencionados por Phillip Kotler, no livro "Princípios de Marketing":

Baby Boomer: nascidas entre 1946 e 1964, período pós-guerra. São a pessoas mais maduras, responsáveis e de longo relacionamento. Maior poder aquisitivo. Minoria étnica e racial.

Geração X: nascidas entre 1964 e 1977. Se preocupam com o meio ambiente.Prezam a experiência e não a aquisição. Buscam satisfação no emprego ao invés de uma promoção. Valorizam a família e bens imobiliários.

Geração Y: nascidas entre 1977 e 1993. Pleno domínio de computadores, tecnologias digitais, internet e Games. Grupo impaciente e voltado para o “agora”.Posicionamento inovador e irreverente.Aversão à hierarquias.

Geração Z: (definição do Wikipedia) nascidas a partir 1993, até os dias atuais. Nativas digitais. Familiarizadas com a World Wide Web, Youtube, telefones móveis e mp3 players, não apenas acessam a internet de suas casas, e sim pelo celular.

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